
Dona Helena, de 84 anos, sempre foi forte. Um dia recebeu a notícia do câncer de mama. Com a filha ao lado, ela disse: ‘Doutor, eu já vivi tanta coisa, será que ainda vou ter forças?’ Na primeira quimioterapia, ela sentiu medo, apertou a mão da filha e pensou no marido que já tinha partido. Teve dias de cansaço, de vontade de desistir, mas também pequenos momentos de alegria: netos trazendo flores, um desenho colado na parede, uma netinha perguntando se depois fariam bolo de chocolate juntas. Ela aprendeu que coragem não é não sentir medo, e sim continuar vivendo um dia de cada vez, cercada pelo amor de quem segura sua mão.