Meu nome é Carlos. Há três anos, minha vida mudou de uma hora para outra. Perdi minha esposa, Maria, e desde então é só eu e meus quatro filhos: Anderson, de 13, Maria Clara, de 11, Antonie, de 9, e a pequena Bruna, de 7 anos.
Trabalho como pedreiro, mas nem todo dia aparece serviço. Tem dias que chego em casa e sinto o coração apertar porque não tenho muito para colocar na mesa. Vejo meus filhos dividindo o que temos, como se fossem os adultos, e dói demais. Às vezes eles dizem que já comeram só para eu poder comer mais. Anderson deixa de pedir material escolar para não me preocupar. Maria Clara cuida dos irmãos como se fosse a mãe deles. Antonie e Bruna aprendem cedo demais que nem tudo está ao alcance dos nossos sonhos.
A casa é pequena, simples, e o aluguel está pesando demais. As roupas estão ficando pequenas e gastas. Os cadernos estão acabando e os livros são usados. Não quero pena, quero poder dar a eles o que merecem: um prato cheio todos os dias, roupas quentes, um cantinho seguro e a certeza de que podem estudar sem fome.
Estou fazendo o meu melhor, mas às vezes o melhor ainda não é suficiente. Se puderem nos ajudar com alimentos, roupas, material escolar ou uma ajuda com o aluguel, estarão nos dando mais do que coisas: estarão nos dando esperança de continuar juntos, firmes, como família.
— Carlos, pai de quatro corações.